Foram tantas coisas ruins acontecendo...
tantas as dores - físicas, emocionais -
as desilusões,
falta de confiança,
gritos.
abandono.

Não pude estar tão presente como queria. Nem tão calma para desconsiderar as palavras amargas que ouvi. No fim só queria agradar a algumas pessoas, seja pela dedicação que empenharam, seja pelo momento péssimo que estavam passando... ou apenas porque queria criar alguns sorrisos. Para os outros e para mim.

Às vezes tudo o que podemos fazer é relevar. Priorizar. Dar o peso certo a cada coisa que fazemos.

Uma vez, ainda bem no começo do estudo do violino, toquei com um grupo de amigos. Não porque eu tocava bem, ou porque me achava preparada, mas porque existem pessoas que apreciam partilhar essas etapas do estudo e do crescimento. E foi divertido nossa jam, rimos, fizemos piada dos vídeos depois, fazemos até hoje.
Também com o tango foi assim. Tango 1 e eu e o Ricardo já fazíamos videozinhos de tango no youtube, milongas em new york, festinhas em casa com dança pros amigos. Os elogios são naturais, não porque visam exaltar uma técnica ainda incipiente, mas sim porque são feitos em homenagem ao esforço e com a intenção de não minar a vontade de aprender e crescer mais com o tempo.

Desistir é fácil. Persistir, apesar das dores, é para mim quase impossível. Só faço porque de vez em quando alguns sorrisos vem me animar. Me dou então o luxo de saboreá-los ao invés de questioná-los.

Já existem tantas questões em mim.
Tantas lacunas que não consigo preencher. Mesmo num post bobo de blog ficam visíveis.

Perdão.




Me sinto muito tentada a querer acreditar em múltiplas vidas, karmas e aprendizado com tudo isso. Sei que nessa atual sempre vai existir aquele a boicotar a felicidade, a estragar cada sonho e cada momento de sorriso. É para mim impossível fazer planos, é impossível visualizar alegrias futuras. Não só durante as noites, mas durante a vida toda me foi negada a beleza de sonhar e acreditar nesse momento de magia quando as coisas boas acontecem.
Estou mais triste que nunca. Frustrada por um dia ter caído na bobagem de ter esperança.
Tento viver essa vida o melhor que posso, mas sinceramente desejo que ela seja breve e que exista coisa melhor esperando por mim.


Ontem fui na apresentação de fim de ano da Andrei Udiloff, ver meu amigo Ricardo dançar tango. É muito interessante passar do papel de artista para o de espectador, às vezes do lado da platéia a gente assiste aqueles 2 minutos de coreografia, que passam TÃO RÁPIDO e simplesmente não pensa em todas as infitas horas de ensaios, cansaço e desafios que os que estão no palco tiveram para tudo acabar nesse espaço pequenino de tempo. Nesse momento de tensão de ensaios do ballet e todo mundo tendo surtos coletivos, foi muito legal mudar de lado e mais uma vez ver que não vale a pena pirar, o que temos que fazer é focar em passar alguma emoção nesses 5 minutos de glória que é a apresentação. No fim das contas é isso que faz a diferença entre a boa coreografia e a meia boca. Ficou bem claro ontem (que teve umas 18 danças), que quem estava feliz e se divertindo foram os que mais levantaram a platéia.

Difícil, eu sei... mas quem quer coisa fácil?



hoje, por volta das oito horas da manhã, tive muita vontade de chorar. na verdade, acho que tecnicamente chorei pra dentro, sem mostrar minhas lágrimas para esse mundo hostil.

ora, um dia que as 8AM você já está chorando não pode acabar bem.

prossegui, indiferente, lutando contra meus moinhos de vento e tentando ter esperança nas horas futuras. foi improdutivo, o tempo se arrastou e as tarefas não ficaram completas, garantindo a sensação de ser uma pessoa incompetente e inútil.

saí buscando vida pela cidade, mas encontrei apenas desperdício e vazio. chegou a noitinha e estou aqui, vertendo minhas lágrimas em palavras e repleta dessa sensação de nada. hoje não comi, mas me sinto pesada.

nem meu pedido de socorro foi ouvido.


Sigo com o mesmo sentimento de estar vivendo em vão. Procuro em outras pessoas uma luz para meus dilemas particulares e acabo envolta apenas pelo meu próprio fracasso. É isso o que mais me incomoda, saber que todas as coisas em que acreditei e que poderiam ter dado frutos estão agora apodrecendo. Sinto esse cheiro azedo a minha volta e sinceramente nada posso fazer além de lamentar (que eu faço aqui com muito gosto).
Me inspira um pouco ver os que tiveram sucesso na busca que um dia foi minha. Ao mesmo tempo sei que o tempo que perdi não volta e não sinto que há chances de um novo começar - ou tempo para isso.
Não sei o que fazer ou pensar. Fracasso, fracasso, fracasso...

Essa angústia profunda me faz querer sumir. Assim, sem deixar rastro.



É impossível ser totalmente feliz em dia útil. Por melhores que sejam esses dias, estou sempre usando os sapatos dois números menores (como os sábios emails da amiga Paula). E daí, no fim de semana... essa ilha de oportunidades cercada de dias úteis por todos os lados... só existe o vazio.
Impotente, o melhor é manter a calma e ir logo calçar minhas sandálias sapatilhas.




AMO

Guardian women look for traditions to start or maintain. They are generally suckers for flowers, cards, chocolates, and the like. They are among the most likely to notice and appreciate signs of status unless these signs are flaunted, such as entrance into an exclusive club and being welcomed by name at a trendy restaurant. Men often appreciate Guardian women who lavishly pamper their partners.

April is a Guardian Supervisor (ESTJ). She dated quite a bit in high school but seldom went out with the same guy more than two times. Either she decided he wasn't worth pursuing or her tendency to "tell it like it is" caused the guy to drop her. Now in college, she's not quite as fast to rule a man out, but she still doesn't want to waste time. April has been dating her current boyfriend for 6 months more than a year. She's been surprised to find out that some things she thought were deal breakers aren't. She's not sure if their long-term goals are compatible, but she wants to see if they can work things out.






Faz uma loucura por mim
Sai gritando por ai bebendo e chora
Toma um porre picha um muro que me adora
Faz uma loucura por mim
Fica ate de madrugada perde a hora
Sai comigo pra gandaia noite afora

Só assim eu acredito nessa historia
Que você sentiu saudades de me ter
Poe na pratica besteiras da memória
Pensa menos, faz de tudo, manda ver
Vem pra dentro tenta ser da mesma escoria
Como já fiz mil loucuras por você


Olho no relógio buscando uma desculpa
Um motivo qualquer
São apenas onze horas. Onze. Manhã.
Não tem como amenizar esse tipo de coisa, ou fugir. É uma perseguição.
Implacável e triste.
Às vezes quero que o tempo passe, outras vezes que ele congele.
A única coisa que é certa nessa história é que meus desejos são inúteis.





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