hoje, por volta das oito horas da manhã, tive muita vontade de chorar. na verdade, acho que tecnicamente chorei pra dentro, sem mostrar minhas lágrimas para esse mundo hostil.

ora, um dia que as 8AM você já está chorando não pode acabar bem.

prossegui, indiferente, lutando contra meus moinhos de vento e tentando ter esperança nas horas futuras. foi improdutivo, o tempo se arrastou e as tarefas não ficaram completas, garantindo a sensação de ser uma pessoa incompetente e inútil.

saí buscando vida pela cidade, mas encontrei apenas desperdício e vazio. chegou a noitinha e estou aqui, vertendo minhas lágrimas em palavras e repleta dessa sensação de nada. hoje não comi, mas me sinto pesada.

nem meu pedido de socorro foi ouvido.


Sigo com o mesmo sentimento de estar vivendo em vão. Procuro em outras pessoas uma luz para meus dilemas particulares e acabo envolta apenas pelo meu próprio fracasso. É isso o que mais me incomoda, saber que todas as coisas em que acreditei e que poderiam ter dado frutos estão agora apodrecendo. Sinto esse cheiro azedo a minha volta e sinceramente nada posso fazer além de lamentar (que eu faço aqui com muito gosto).
Me inspira um pouco ver os que tiveram sucesso na busca que um dia foi minha. Ao mesmo tempo sei que o tempo que perdi não volta e não sinto que há chances de um novo começar - ou tempo para isso.
Não sei o que fazer ou pensar. Fracasso, fracasso, fracasso...

Essa angústia profunda me faz querer sumir. Assim, sem deixar rastro.



eu descobri que não sei escrever sobre a felicidade.

por mais que busque as palavras, transite entre sentenças complexas ou use apenas um simples verbo, não adianta. fico só maltratando o teclado, batendo com força a raiva que tem dentro de mim, mas sobre felicidade não sai nada.

comecei a pensar em tudo que já saiu da minha mão nesses anos todos e creio que tenho que encarar o fato que sou como um trovador de angústias. todas as páginas, virtuais ou não, são áridas e secas de cortar o coração.

uma vez eu li que o poeta só escreve na dor. e que se não há dor, ele inventa uma para poder escrever.

estava eu aqui querendo escrever sobre a felicidade,
nasceu um lamento.



esses dias estão um turbilhão de coisas.
prefiro ficar quieta. não sair. não conversar. não ver amigos.
- acreditem, nada pessoal -

é só que gosto de me perder no meu mundo assim como quem não espera nada da vida
brincar um pouco de ter sonhos estranhos
essas coisas.

meu coração pode estar cego, mas a mente mais esperta que nunca.
fica me jogando no meio de confusões, tocando músicas sem parar.
- quieta! eu repito -

mas ela não se cala.
então eu calo todos vocês.







O que eu gosto na vida é o poder que ela tem de me surpreender sempre. Nada é um ponto final, tudo é virgula e reticências que não sabemos nunca onde vão dar.

Eis que eu me vejo no meio de uma conversa que nunca esperava ter. Não em sã consciência, nem em sonhos... e de repente ela acontece.

Tem coisas que eu não gosto de falar. Assuntos que doem ao remexer, logo, deixe-os descansando em paz. Só que as vezes essas conversas repentinas rendem você, como um pistoleiro no filme de faroeste, e só o que resta é falar tudo o que ele quer - senão leva tiro.

Também dessa coisa toda sairam frases quase chocantes, estranhamente quentes, estranhamente diferentes do que meus ouvidos se acostumaram a ouvir nos últimos meses. Se eu nao fosse uma bruxa má no-feelings, eu teria chorado.

A vida me deu até um carinho de brinde.
Bizarro.


estava desfocada nos últimos 10 minutos, naveguei nos meus arquivos em busca do meu arcabouço teórico perdido e o que encontrei foi uma história em quadrinhos de mim mesma.



segue. só para eu não pensar que estava desperdiçando preciosos minutos com mimimi.







He had that devilish sun tanned skin and a white collar.


We rode his car through the stars and to the hell.


I kissed him goodbye with tears and a bone-breaking hug.



A vida une e separa, isso é um fato. Mas também depende de nós. Depende das nossas ações e escolhas, de enxergarmos os caminhos a frente e decidirmos (ou não) os trilhar.
Eu confesso minhas dúvidas, mas também me defendo com os contratempos da vida. Hoje, queria estar lá. Queria bastante, mas não deu.
Estou aqui com a cabeça lá.
Ainda assim... dúvidas.


amei voccê
amei demais

mas eu não quero mais olhar pra tras


confesso que estou escutando essa musica ha quatro dias. quatro dias ressoando que nao sinto frio e q meu coração vazio. então me encontro nesse momento em que me pergunto se é isso mesmo. quero que seja, de verdade. sou muito muito tolerante. nesse caminho de pedras eu vi e ouvi e senti coisas muito ruins (sorte do dia: ao se desejar o cume da montanha não se repara nas pedras do caminho). coisas que me machucaram e palavras que nunca vou esquecer. mas nunca me senti magoada como agora. nunca. aí que surge esse medo confuso que me faz pensar, porque essa mágoa que me jogou tão-tão dentro dessa musica que fala de ser quem nao somos e pessoas que dividirão o futuro como estranhos.

me dói pensar essa possibilidade, que uma vez pensada a mágoa não me deixa esquecer.
depois de ferida, ja perdoei muitas vezes, fato, mas nunca o cristal se colou em vaso de novo. não sei se consigo fazer isso, mesmo querendo.
me sinto caminhando nos estilhaços de algo que foi bonito: cortes nos pés e a quase certeza dolorida de que nada sera tão perfeito como antes.



amei você
amei demais

acho que não te quero mais.


Tecnologia do Blogger.