Estou viciada em Liah.
Já conhecia umas músicas dela há algum bom tempo (nem sei direito como caiu na minha mão), mas agora estou naquela nóia de baixar álbum e ouvir em repeat one.
Lógico que a música da novela eh uma das piores (nada contra, contudo), mas enfim...
estou gamada nessa:

(meaningful)

Desertos

Amei você
Amei demais
Mas eu não quero mais olhar pra trás
Já não sonho desertos
Já não sinto mais frio
Só meu coração vazio
Foi triste te perder... Meu amor
Me esconder de quem eu fui... De quem não sou
É estranho dizer que tanto faz
Que sou eu que já não te quero mais

O tempo guarda
Tanta coisa
Pra lembrar de você
Quem sabe um dia
Eu te encontre de novo
E não saiba o que dizer

O tempo guarda
Tanta coisa
Pra lembrar de você
Quem sabe um dia
Eu te encontre de novo
E não saiba o que dizer
E não queira te dizer

Que eu...
Amei você
Amei demais
Que eu...
Eu já não quero mais olhar pra trás
Que já não sonho desertos
Já não sinto mais frio
Só meu coração vazio



Eu odeio quando o fim do domingo vai chegando assim, de mansinho, ronronando aos meus pés. Ainda são quatro da tarde, eu penso, mas no minuto seguinte, sete.
E sete já é da noite.
Eu sinto uma preguiça de começar tudo de novo... a semana de novo, as pessoas de novo, o ônibus, as piadas. Quem disse que a semana começa no domingo é, no mínimo, um senhor desocupado.
A noite vai caindo (não que eu tenha visto algo do dia, trancada no escritório) e meu ânimo também. Ainda tenho muita coisa pra fazer nesse fim de semana, mas noite de domingo dá uma preguiça.
Vontade de dormir.
Vontade muita de dormir quando estou desse jeito, meio tonta da vida, meio nauseada das pessoas, meio querendo sumir. Dormir é minha doença sintomática. (ou os sintomas da minha doença)
Nessas noites de domingo queria que o tempo voasse e que, quando eu me desse conta, já estivesse na quarta-feira. Mesmo odiando quartas-feiras.
Estou meio assim-assim, olhando o celular como se algo fosse acontecer. Meio neurotiquinha. Só que eu sei que nada acontece em noites de domingo.
Há dias poucos sonhei que algo pudesse acontecer. Algo que me animasse a acabar o trabalho antes das 16. Aquilo que tornaria meu fim de semana em algo um pouco mais repleto de magia.
Eu sei que nada acontece em noites de domingo, mas eu gosto de me enganar às vezes.
Minha cabeça está girando que nem carrossel. As lembranças num sobe-e-desce incessante.

Me sinto só.
Domingos.



Any sudden movement of my heart.
And I know, I know I'll have to watch them pass away

Just get through this day

Give up your way, you could be anything,
Give up my way, and lose myself, not today
That's too much guilt to pay

But you held me down and screamed you wanted me to die
Honey you know, you know I'd never hurt you that way

Give up my way, and I could be anything
I'll make my own way
Without your senseless hate

So run, run, run
And hate me, if it feels good.

You lied to me
But I'm older now
And I'm not buying baby

And you'll never hurt me again.


e é isso.
eu guardei minhas palavras até o fim.
eu contradisse tudo e todos e coloquei a minha percepção sempre acima.
eu permaneci fiel ao que eu sentia. permaneci fiel a mim mesma, contra o mundo.

mas agora é isso que meu coração diz.
o que já tinham me dito inúmeras vezes.

sim, estou triste demais.
demais.

mas parei aqui com essa história.


Posso até estar sem muita vontade de escrever, mas quando leio um blog legal, um blog que conversa comigo, dá uma coceirinha doida nos dedos.
Acho estranho se sentir íntimo de desconhecidos. Um distanciamento que me aproxima. Às vezes, se conheço a pessoa, ela pode até estar passando por coisas parecidas com as minhas, mas não toca o meu sentimento. Com estranhos é diferente.

Sabe, eu tenho uma coisa com estranhos.

E, de repente, essa menina anônima fala comigo a cada post. Seja de trabalho, seja de viagens, seja de consumo... mas, principalmente, de amor.
Ela fala tanto as minhas palavras engasgadas que, repeti-las aqui faria desse post quase um post redundante.
Ela também não queria sofrer por quem não merece.
Ela também queria que a fila andasse logo e que não ficasse obrigada a cair no pensamento dele a cada cinco minutos.
Também queria parar de tentar ser amiga de alguém que faz doer infinitamente.
Também queria parar de retroceder ao passado a cada entrelinha da vida; pensar no que podia ter sido, pensar no que foi.
Queria que o menino bonitinho e tão fofo da semana passada se interessasse. Não por causa dele somente, mas porque isso afasta o outro da cabeça.
Queria parar de sofrer.
Parar de amar. Mesmo depois de tanto tempo, parar de amar e de sentir o coração vazio e inquieto.

Almas gêmeas.



Quero ficar em posição fetal e deixar a vida passar sobre mim como um rolo compressor.
Quero fechar os olhos e ver negro sem estrelas.
Quero que todas as músicas parem de cantar minha vida, e que todas as histórias parem de falar sobre mim.
Quero ficar autista, pegar pneumonia, ter uma desculpa para mudar de país.
Quero não mais ter o gosto salgado das lágrimas estuprando a minha boca.
Queria fingir melhor que estou melhorando.
Não quero reaprender a viver à deriva, não quero esquecer o cais e não quero perder meu porto seguro.
Não quero, apesar de ser burro. Eu entendo que é burro, que estou agindo como uma burra e que isso é errado. Mas eu quero aproveitar meu momento de burrice. Ele está quentinho e amigável e é com ele que eu quero ficar.


Você tem o tempo que quiser
De você aceito o que vier
Menos solidão
Me promete tudo outra vez
Na esperança louca de um talvez
Me basta a ilusão
Só te peço o brilho de um luar
Eu só quero um sonho pra sonhar
Um lugar pra mim
Eu só quero um tema pra viver
Versos de um poema pra dizer
Que eu te aceito assim
O que eu sei é que jamais vou te esquecer
Eu me agarro nessas fantasias pra sobreviver
Eu não sei se estou vivendo de emoção
Mas invento você todo dia pro meu coração
Deixe saudade e nada mais
Por que é que os corações não são iguais
Diga que um dia vai voltar
Pra que eu passe minha vida inteira me enganando
Deixe saudade e nada mais
Por que é que os corações não são iguais
Diga que um dia vai voltar
Pra que eu passe minha vida inteira te esperando


Me deixe sonhar.
Mesmo que nunca saia da minha mente, deixe que eu imagine os balões coloridos no céu.
Mesmo que não seja real.
Não quero ser acordada.
Me deixe simplesmente sonhar.
Mesmo que a realidade não mude. Se ela já não vai mudar mesmo, ao menos deixe que eu ande na praia dos meus sonhos.
Não quero que você me diga nãos.
Me deixe sonhar em paz.
Mesmo que seja ridículo.
Mesmo que eu pareça idiota.
Estou aqui sonhando como quem escreve um livro dentro da cabeça.
Seu cabelo, seu cheiro, pessoas, meu sonho além da imaginação.
Me deixe sonhar.
Mesmo que acordada.


Não abre a boca pra falar mais do meu trabalho nessa casa !
Você não fala mais do meu trabalho nessa casa !
Você tá entendendo ? Quem manda nessa PORRA aqui sou eu !
E você não vai mais abrir a boca pra falar do meu batalhão nessa casa !
Você tá entendendo ?
Você entendeu ?

QUEM MANDA NESSA PORRA AQUI SOU EU !


Dado que eu estou pouco andando para discussões pseudo-politico-sociais sobre filmes mainstream, vou ao que importa sobre o filme Tropa de Elite que assisti nessa quarta:

QUERO um homem que grite comigo igual o Wagner Moura AGORA.
O primeiro que fizer isso eu caso.

E que ponha o dedo na minha cara.

E tenho dito.



Acabei toda a migração dos meus posts para o blogger.com

O yuumura.50webs.com ainda vai continuar no mesmo lugar, hospedando o passado e os comentários que amigos queridos (e seletos) me deixaram ao longo desses anos.
Muitos dos quais estão longe agora.

A vontade de manter esse blog, que me acompanha desde bolinha, é o que me motivou a ir para uma plataforma mais prática. Tempo custa caro hoje em dia.

Também tem o fato que comecei a usar o blogger para outros blogs paralelos e curti.

Enfim, só tenho a dizer que migrar nunca é fácil. Voar para outros braços - isso tem tanto a ver comigo agora. Ainda mais que cada vez que eu olhava a data no meu blog antigo e a transferia para o formato data do blogger (meses em números, não por escrito), me lembrava daquela pessoa linda com uma lágrima no olho.

A cada post. Cada um dos 183 posts. Em cada um deles você esteve comigo no coração.

Acho que você ainda vai estar por muito tempo. Nos meus parâmetros de muito tempo, claro, mas muito.
Estou pensando essas coisas há dias, dias dias dias. Na minha falta de iniciativa. Em como eu não acreditei, nunca acreditei.
Não posso culpar ninguém além de mim.
Agora não é mais tempo para você. Quem sabe esse tempo aflore de novo no caminho adiante, mas nada é previsível.

Sei apenas que não vamos mais provar dessa maçã suculenta sem podermos dormir à sombra da árvore.


Pensei bastante no que postar sobre esse feriado que está acabando... começou com uma conversa supreendente, depois um sentimento triste, uma orgia de felicidade, apreensão, dúvida, sentimentos conturbados, sua lembrança sempre-sempre em mim, trocas de palavras esperançosas, enrolação e muito sono, aumento de currículo, loucuras deliciosas, brincadeirinhas pra lá e pra cá e sua lembrança de-novo-de-novo dentro de mim balançando.
Fui doce, fui má, fui sincera demais, menti pra caramba.
Tudo por causa da sua lembrança gritando-gritando explodindo meu peito.



Parece que foi ontem.
Sua respiração na minha nuca.
As mãos entrelaçadas.
Palavras fluindo pela ponta dos dedos, rápidas, vigorosas, incessantes.
Risadas, diversão sem lágrimas.
Esperança, esperar.
Arriscar é gostar.
A dor quente dos momentos difíceis e o meu esquivar felino de todos os obstáculos para estar perto de você.
Eu não percebi o quanto estava deixando de ser eu ou o quão distante estava minha alma.
Ela tinha que ficar guardada num caminho tão cheio de espinhos.
Eu tinha, e ainda tenho, tanto medo de ser ferida de novo, eu não posso me arriscar assim, à flor da pele.
Eu só queria um abraço real pra me levar às estrelas.
Eu sou a rosa na redoma. Não adianta você me tratar como o vulcão, porque eu sou a rosa.
Sem pétalas.

Espinhos.




O que é difícil é que chegou a um ponto que não preciso estar com você para você estar comigo.
Eu vou na livraria e o primeiro livro que me olha é do seu autor favorito.
Eu assisto um filme e você faz um comentário na minha mente sobre a coisa mais imperceptível da cenografia.
Eu desço sempre na sua estação do metrô, mesmo andando de ônibus.
Eu leio as matérias na internet que você costumava me mandar.
Eu ando pelas ruas em que você segurou minha mão.
Eu ando pelas ruas em que você não segurou minha mão também.
Eu como a comida que você pediu para mim.
Eu vejo as fotos em que você não está.
Eu ouço as músicas de mal gosto extremo que você gosta no som ambiente do shopping.
Não dá pra fugir de alguém que está tão dentro de mim.


Tenho uma dor enorme dentro de mim.
Velha conhecida. Estava dormindo.
Eu acordei ela com as minhas mãos. Sabia, desde o começo, que não devia cutucar, mas eu me ignorei. Eu tapei os ouvidos para minha própria voz porque fiquei encantada pelo som da flauta, e fui seguindo aquela música doce por todos os caminhos que me levou.
Eu vi as nuvens negras sobre mim, vi o sol, senti a tempestade caindo sobre os meus ombros com suas gotas grossas: ainda assim, segui a melodia por todos os trajetos existentes entre o céu e o inferno.
Agora estou no silêncio. No silêncio e no escuro, presa com a dor que existia dentro de mim e despertou novamente. Confesso que perdi parte do meu raciocínio nessas idas e vindas. Eu não sei ao certo distinguir o que é a velha dor e o que é o momento atual... há tantas intersecções. Sei que as lágrimas que ainda insistem em estourar não têm nada a ver com minhas dores antigas, são só e totalmente pertinentes ao agora.
Não tenho palavras para expressar o que ninguém além do meu corpo entende. Não tenho lugares mais aconchegantes para fugir além do interior tenebroso da minha própria essência. Estou acuada entre a presença e a ausência, entre o falar e o não dizer, entre o ouvir e o virar de costas. É como se não tivesse escapatória possível. Entendo porque as pessoas fogem, é por causa do desespero tão grande. Ao mesmo tempo eu sei o quanto isso não adianta, porque não dá pra fugir do seu próprio ser. Não dá.
Tenho tantas vontades a fazer. Tantos atos pensados e impensados, tentativas de gritar, explodir para não implodir. Eu me controlo tanto. Tanto de tanto é o tanto que eu escondo.
As palavras são minhas lágrimas. Elas fluem sob a ponta ligeira dos meus dedos, não importando em fazer-se entendidas. Minhas lágrimas são sentimentos não dominados, são a Beleza Negra.
A cada dia que passa (ou se arrasta?) eu penso e sinto que não há saída além da distância como fim. Não quero me deixar convencer, mas também não quero lutar. Lutar sozinha é algo que não tenho mais feito, promessa que coloquei no lugar da que anteriormente quebrei.
Quero ir também. Mas ir pra onde ?

Cala-boca astrológico 2: a volta
Go on -- let go, and let life (and love!) flow. It's only by allowing things to be what they are, by seeing from different points of view, that you'll find what and who is most meaningful to you now.


"Não é porque uma coisa é boa que a desejamos,
mas só porque a desejamos é que ela se parece boa para nós."


Assim diz Spinoza, e eu me encontro com essa fala através da pesquisa para minha monografia. O impacto dela, contudo, vai muito além dos parágrafos que, em vão, eu tento escrever até o amanhecer (faltam 3 horas). Ela se reflete exatamente no seio da minha vida. Nas minhas vontades e angústias, no que busquei e pelo que tenho chorado todos esses dias.

Eu vi. Vi agora, há pouco, naquela epifania da Lispector que eu tanto desdenho. Vi que não era bom. Que não tinha, aliás, nada de bom, nada além de uma distância fria e um make-believe de cuidado.
Vi que não eram boas as palavras falsas em que eu fingia acreditar. Que não era boa a intenção, pois essa era pura e simplesmente carregada de displicência.
Não era bom o coração nem as insistênsias (minhas, sempre) de torná-lo bonito aos olhos do meu pensar.

Vi que não era bom.
Parecia boa pois eu a desejava.

Desejei, ah! desejei. Com toda a minha intensidade. O meu carinho profundo e mais sincero. Desejei pra toda a vida, da maneira como viesse, nas regras que fossem. Desejei e sabia que arcaria feliz com quaisquer custos que me impusessem para a realização do desejo que pedi.
Desejava tanto que para mim parecia incrível.
Parecia sorvete confeitado.
Parecia perfeição com defeitos.
Parecia beleza mal-interpretada.
Parecia super-herói ou cavaleiro capa-e-espada.
Parecia inesquecível.

Inesquecível porque desejei que fosse. Desejei profundamente que algo tão significativo na minha linha do tempo tortuosa não fosse um mero acaso. Desejei que não viesse um dia a encontrar na churrascaria e olhar profundamente tentando puxar na memória se eu realmente conhecia ou se eram peças da cabeça.

Parecia tanto porque eu desejava muito.

E, de repente, com o fim cambaleante do desejar, vi que não era bom.
Cristais tocaram notas dissonantes no meu ouvido ao caírem no chão.

Não era bom como eu.
E não era bom como ele.

De repente, não era nada.



Ha, que merda.
Ou eu tenho um imã muito grande (vide 2 posts ago)
Ou eu sou muito banal.
Vai, enquete ! Sou banal ou sou um imã ?

Porque assim, néam... coincidências aquecem... mas tantas... !
Você já fica se sentindo meio redícula.

Fora essa dor no cotovelo esquerdo, queria registrar mais uma coisa: impressionante como as pessoas passam pela nossa vida sem a gente ver ! Fico chocada. Encontro essas gotas de personalidade mais no virtual que no real, e pior: não é por falta de oportunidade no dia-a-dia. Acho que eu sou meio displicente com o negócio de conhecer, amizadear. E meio que todo mundo é também displicente, então, a menos que se esteja num ambiente "meet him or die", você conversa conversa e não se apega.
É a sociedade do desapego.

(mas também quando apega... errado. errado. estou ficando doida)


"...e quando eu for livre, irei te encontrar. É uma promessa..."

Faz tanto tempo essa promessa. E hoje, dias mais próxima de uma data especial, eu penso na validade dela.
Não é mais um "to do" na minha vida. Já cumpri minha palavra e ela me faz pensar muito no passado, no agora e no que esperar do futuro. Alguns laços não se rompem jamais. É impressionante como continuam firmes, recentes e pulsantes. Mas outras coisas se apagam. Convivência se apaga. Memórias se apagam.
Dia-a-dia.
Ah, como EU sei o quanto o dia-a-dia é importante.
É por saber disso que não mais lamento o passado, nem tento reacender fogueiras que queimarão eternamente em brasa. Lamento, entretanto, novas chamas que eu vejo se apagando na minha frente. E pelas quais nada posso fazer.


Eu sou meio marinheira. De navegar sem bússola olhando as estrelas... e encontrar ilhas peridas.
Eu tenho um imã interno. Entre histórias e sentimentos de outros encontro meus iguais dentre o mundo enorme do desconhecido.
Eles gritam as minhas dores. Suspiram a minha voz. Contam a minha história.
Eu não me exponho porque eles explicitam tudo no meu lugar. Cantam minha vida em suas músicas.
E, ao contrário do que a letra diz, isso não me mata, mas sim me acaricia suavemente.
Mas também me traz de volta o nó na garganta, as palavras de sorte que eu engoli, as lembranças que continuam à minha porta.
Não tenho como esquecer agora. Não tenho como superar. Não quero, acima de tudo.
Mas também tenho consciência de que você está pisando no jardim de flores. E sim, elas morrem.
Vou rezar para que agüentem até a primavera.



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