Me sinto muito tentada a querer acreditar em múltiplas vidas, karmas e aprendizado com tudo isso. Sei que nessa atual sempre vai existir aquele a boicotar a felicidade, a estragar cada sonho e cada momento de sorriso. É para mim impossível fazer planos, é impossível visualizar alegrias futuras. Não só durante as noites, mas durante a vida toda me foi negada a beleza de sonhar e acreditar nesse momento de magia quando as coisas boas acontecem.
Estou mais triste que nunca. Frustrada por um dia ter caído na bobagem de ter esperança.
Tento viver essa vida o melhor que posso, mas sinceramente desejo que ela seja breve e que exista coisa melhor esperando por mim.



...e então aparece a deixa, a oportunidade perfeita de realizar algo que venho adiando faz anos.

Só que não consigo agarrar. As dúvidas preenchem meus pensamentos e também o medo de estrangular minhas emoções mais sinceras. O prazer contra a necessidade. O amor contra a obrigação. As certezas contra as decepções.

E principalmente o presente contra o futuro.

Fico adiando as decisões na esperança de um milagre. Quando vou aceitar que não existem? Quando vou deixar de sonhar?

Quando?


Então que estou oficialmente de férias. Pela primeira vez em, sei lá, umas 4 ou 5 férias não vou viajar nem tenho nenhum plano concreto que ultrapasse os 50km ou 200 reais. A idéia era e continua sendo tirar um tempo para pensar, organizar a casa, tentar organizar as finanças e resolver todos aqueles problemas e pesares que eu tenho enrolado nos últimos bons meses. Pra não dizer mais de ano.

Essa é a questão maior do lance de férias sem viagem (e portanto sem fuga da realidade): parar de barrigar deciões e atitudes que a preguiça ou o excesso de coisa mais legal pra fazer me faz pensar "ah, depois eu vejo isso".

Bem, o depois é agora. Principalmente depois das recentes conversas que tive e do vislumbre de um futuro muito negro para os encalhados na vida como eu.

ps.: mas que saudade eu estou de um aeroporto...




Sobre sonhos e idade

Quando jovens - e sim, eu ainda apesar dos cabelos brancos estou com um pé lá - cultivamos diversos sonhos, que nada mais são que nossas aspirações e desejos para o resto de nossas vidas. Ainda que pequenos, frágeis ou simples, são motorzinhos que não nos deixam perder a esperança e lutar contra as desventuras na espera de um dia provar desse cálice doce dos sonhos realizados.

Só que com o peso do dia-a-dia, da realidade, das contas a pagar e o pouco dinheiro a receber no fim do mês, esses lindos devaneios de uma vida mais florida vão se tornando mais e mais longínquos. Sinceramente, acho que para todos chega aquela parte da vida em que "caímos na real" da nossa falta de talento, vontade, garra, empreendedorismo ou qualquer outra dessas coisas bonitas que gostam de ler nos currículos. Nesse momento, encaixotamos nossos sonhos e guiamos a vida pela luz guia das realizações práticas da rotina.

É basicamente aí que as coisas que pareciam uma prostituição na juventude sonhadora se tornam nada além de meios eficazes de sobrevivência. É quando você decide que não, não vai ser aquele destaque que um dia sonhou mas que ao menos vai ter uma vida mínimamente confortável e encontrar a felicidade ao assistir a novela na sua TV de LED. Ou jogar o videogame de última geração para esquecer o dia massacrante dos sem-sonho, mas que no fim é menos triste que o nunca-alcançar dos sonhadores.

Digo que o respiro final da juventude é quando nosso romantismo em relação a vida dá o último suspiro.

Se pudesse, escolheria a eutanásia.


Depois de muito muito tempo de inércia, movi um pequeno pauzinho em direção a uma meta que tem um deadline cada vez mais próximo. Bom, talvez (confesso) eu tenha mudado um tiquinho as regras do jogo para favorecer minha covardia, mas não importa.

Estou finalmente me mexendo para alguma coisa que desejava. Não sei se é inteligente. Não sei se é um gasto idiota. Não sei. As coisas ficam turvas perante as incertezas... e a vida sabe como eu fujo de incertezas.

Também não quer dizer que vou ter coragem de ir até o final... mas de qualquer forma os ponteiros mudaram.


Depois da primeira semana coberta se saudosismo das férias e marasmo de volta ao trabalho, finalmente sinto o ano começando.
Novos planos se fazem concretos, os antigos recebem novo ânimo e a esperança de bons dias reaparece.
Claro que os problemas também batem novamente à porta e a lembrança das coisas ruins deixa de ser memória para virar presente: é a vida.
Como boa boboca que sou, vou ignorar temporariamente os problemas para me dedicar ao alongamento das panturrilhas.

fui !



2009 foi um ano bizarro pra mim. Não da pra colocar em um post-retrospectiva tudo que eu vivi ou senti.

Mais do que isso, não gostaria de colocar em palavras. Primeiro porque não quero eternizar as dores (grandes) e as mágoas (maiores ainda). Um ano de duras perdas. E penas.
Segundo porque também não quero cristalizar as alegrias, ou deixar-las registradas como se fossem passado. Prefiro mantê-las intocadas como um presente contínuo, que ainda está muito vibrante para que possa ser descrito.

E que assim seja. Em 2010 voltamos à programação normal desse blog.


Eis que estou naquele momento velho, reflexivo e ranzinza chamado aniversário. Não que eu não goste de fazer anos, mas confesso que era muito mais legal quando tudo o que eu precisava fazer era esperar o dia e comparecer a festinha que mamãe preparou pra mim.

Infelizmente os anos passam e, além de ter que organizar a própria festinha (NAH), você começa a ter o vício de pensar em quem é, o que está fazendo da vida e baboseiras semelhantes.

Eis então que achei um post tipo desses memes aí de blog que basicamente tem a meta de responder algumas perguntas com imagens. Perfeito: ando com preguiça de escrever mesmo.

Segue.

1. The age at my next birthday.


2. A place I'd like to travel to.


3. My favorite place.


4. My favorite food.


5. My favorite pet.


6. My favourite colour combination.


7. My favourite piece of clothing.


8. My all-time favourite song.


9. My all-time favorite tv show.


10. The town in which I live in.


11. My screen name/nickname/teen name.


12. My first job.


13. My dream job.


14. A bad habit I have.


15. My worst fear.


16. The one thing I'd like to do before I die.


A vida está sempre nos ensinando alguma coisa. Na maior parte das vezes é um aprendizado dolorido e custoso, graças a nossa eterna vontade de não querer aprender ou mudar conceitos nos quais acreditamos como verdades absolutas.
Verdades absolutas não existem.
É tão mais fácil ignorar os fatos... só que isso não propicia nenhuma evolução. Não ajuda com que nossas crenças sejam colocadas a prova, para ver se elas sobrevivem a realidade ou se são apenas devaneios.
Muitas das minhas crenças eu aprendi que eram apenas utopias de alguém que buscava um ideal que não existe. Bem ou mal, foi graças à vida; apesar das dores, sobrevivi - aprendi.
E então, como um golpe final, um dos meus principais pilares ruiu e caiu por terra. É como um choque. Um baque, uma mudança drástica, cuspiram na minha cara todos os meus julgamentos frágeis e errados.
Acredito que cresci.
Hoje sou melhor que ontem.


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