Não sei se essa dor vai se curar. Não sei se vou voltar ao que era antes, mas hoje a única resposta é não. Desde então a vida está úmida. Desde então o peso da culpa de tantas coisas ressurgiu e somente vejo a roda do karma virando em minha direção. Eu e minhas crenças. Eu e tudo que veio antes, que veio sem querer, que foi basicamente um grito desesperado de alguém que não suportava mais. Tantos foram os momentos justificados e gerados por situações que, feliz ou infelizmente, o destino resolveu por si só (com uma pequena ajuda).

Por que tudo se repete? Por que as esperanças criadas novamente são pisoteadas? Por que permitir que eu me libertasse para me condenar novamente ao cárcere?

Teve uma jogada que não previ. Ou previ, mas ignorei. Acreditei que não iria mais acontecer.

Fechar os olhos para continuar. Calar o choro. Amortecer a dor.

Repetição.

Vida.


O tempo passa rápido. E então vejo que ninguém ganha ou perde, apenas mudamos de posições, trocamos os caminhos, invertemos os papéis. Sempre fica uma angústia guardada do que podia ser diferente, claro. Sempre fica uma dor latente das amizades perdidas e dos amores incompletos, mas o que podemos fazer depois que tudo se torna passado?

A própria vontade do não-gostar acaba ficando pequena e simples. Não vale a pena. Não vale a pena pensar. Penar. Por mais que exista ainda um certo rancor, ou uma certa mágoa - uma certa falta de vontade - nada vale mais a pena, pois os desafios são outros e as questões do presente ainda mais doloridas.

Estou à disposição do destino.


São dias como esse que dão vontade de repensar tudo. Não resisto, me deixo levar rapidamente pela onda do "onde estou, pra onde vou?". Cresce a angústia. O tempo continua firme, contínuo e entediante, massacrando os dias que vão a passos de bêbado. Me dá vontade de beber também.

Por quanto tempo é possível se enganar? Acho que estou batendo novos recordes. Logo (ah, relatividade...) virá o ponto onde não tem mais volta. Ainda estaremos mais distantes nesse dia, compensando com proximidades banais (mas adoráveis). Pois alguém tem que sair de seu compasso, alguém tem que correr nessa música ou ralentar a vida até ser esmagado pelo seu peso e morrer asfixiada e triste e sozinha.

E errar o ritmo me dói tanto...


A vida dos que querem agradar é muito pesada. Passar os dias se dando, se doando, se entregando e receber tão pouco. Às vezes menos que o mínimo. Ficar vazia, sem esperança, sem sentimento para poder continuar dando. Sofrer por dar demais e por não poder dar mais nada. Só sofrer, sem lágrimas, sem energia para brigar, viver sem nada. Esse vazio pantanoso, que drena até o ódio, come tudo que restou, mesmo que o restante seja menor que o vazio.





Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo. Não aguento tudo isso de novo.




Eu gostaria que fosse uma regra geral, mas isso que estava matutando no post abaixo não se aplica a todas as pessoas.

Ainda assim, há uma grande gama de gente que simplesmente desaparece assim que você se desapega. É difícil perceber isso porque desapego dói. Dá uma sensação de perda e solidão tamanha que a gente desiste no meio do processo e volta a se apegar de novo.

Contudo, se a coragem for grande para ir até o final, a gente percebe que a maioria das pessoas se vai, assim suave como uma brisa passageira. Eis que então você ganha um tempo livre na ausência de tantos fantasmas e fica pensando se não era uma ilusão a existência anterior dessa gente. Sim, porque dado que os vínculos se quebraram, os acontecimentos anteriores se parecem frágeis como névoa. E dissipam.

Eu sei que vivo a solidão de uma forma muito intensa. Dificilmente fujo das suas garras ou evito seu olhar. E o desapego das pessoas só agrava essa situação. Só que cheguei a conclusão que - para mim - sofrer pela ausência de abraços é mais digno e suave que sofrer por abraços frios. Então a escolha de exercitar o desapego.

Mas sou amadora ainda. Quanto maior a dor sofrida, mais difícil o desapego é...


Hoje estou calma e feliz. Tenho a sensação que o mundo parou por causa do feriado, de forma que é como se as ansiedades e desesperanças não precisassem mais existir.
O tempo está congelado e as reclamações inexistem - ou ao menos não me comovem. Não há verdades ou decepções nesse mundo ilusório e passageiro que vivo nesses dias de tranquilidade.

Podia continuar assim.



acho importante registrar a minha mágoa.
se estou silenciosa, preste atenção, pois essa é minha resposta a você.
é o segundo golpe, esse tão inesperado, esse que me pegou na nuca e me fez cair.
erguendo-me novamente do chão apresento a você minha ausência física e emocional.
andando por esse caminho mais uma vez saio da indiferença para a inexistência.


Sobre sonhos e idade

Quando jovens - e sim, eu ainda apesar dos cabelos brancos estou com um pé lá - cultivamos diversos sonhos, que nada mais são que nossas aspirações e desejos para o resto de nossas vidas. Ainda que pequenos, frágeis ou simples, são motorzinhos que não nos deixam perder a esperança e lutar contra as desventuras na espera de um dia provar desse cálice doce dos sonhos realizados.

Só que com o peso do dia-a-dia, da realidade, das contas a pagar e o pouco dinheiro a receber no fim do mês, esses lindos devaneios de uma vida mais florida vão se tornando mais e mais longínquos. Sinceramente, acho que para todos chega aquela parte da vida em que "caímos na real" da nossa falta de talento, vontade, garra, empreendedorismo ou qualquer outra dessas coisas bonitas que gostam de ler nos currículos. Nesse momento, encaixotamos nossos sonhos e guiamos a vida pela luz guia das realizações práticas da rotina.

É basicamente aí que as coisas que pareciam uma prostituição na juventude sonhadora se tornam nada além de meios eficazes de sobrevivência. É quando você decide que não, não vai ser aquele destaque que um dia sonhou mas que ao menos vai ter uma vida mínimamente confortável e encontrar a felicidade ao assistir a novela na sua TV de LED. Ou jogar o videogame de última geração para esquecer o dia massacrante dos sem-sonho, mas que no fim é menos triste que o nunca-alcançar dos sonhadores.

Digo que o respiro final da juventude é quando nosso romantismo em relação a vida dá o último suspiro.

Se pudesse, escolheria a eutanásia.


Depois de muito muito tempo de inércia, movi um pequeno pauzinho em direção a uma meta que tem um deadline cada vez mais próximo. Bom, talvez (confesso) eu tenha mudado um tiquinho as regras do jogo para favorecer minha covardia, mas não importa.

Estou finalmente me mexendo para alguma coisa que desejava. Não sei se é inteligente. Não sei se é um gasto idiota. Não sei. As coisas ficam turvas perante as incertezas... e a vida sabe como eu fujo de incertezas.

Também não quer dizer que vou ter coragem de ir até o final... mas de qualquer forma os ponteiros mudaram.


Ando pensando demais no passado e no futuro. O presente é muito chato de viver, cansei dessa coisa velha de carpe diem. O passado é bom e quentinho porque não nos aguardam surpresas ou decepções. O que tinha de ser já foi e não vai mudar. Já o futuro são todas as nossas expectativas, encaixotadas num pacote de sonhos que tem muitas chances de não se realizar, mas que é tão bonito que não há como deixar de admirar.

Sim, me sinto presa entre esses dois lados da corrente. Não sei exatamente para onde olhar ou o que fazer, além de aproveitar cada sabor dessas duas entidades muito interessantes.

As vezes passam os dias e penso o que estou fazendo da vida. Confesso que não sei. Quanto mais perto acho que estou de decifrar a charada, maiores os desafios e mais difíceis as perguntas que me são colocadas.

Se vou ir para a próxima fase só o futuro dirá.



Na falta de vontade de falar, segue uma das músicas que mais amo na vida
e que tenho ouvido muito.

Saying I love you
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words
Now I've tried to talk to you and make you understand
All you have to do is close your eyes
And just reach out your hands and touch me
Hold me close don't ever let me go
More than words is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words...


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