As pessoas me ajudavam a respirar por aqui. Com suas piadas, momentos tolos, parceria. No fim, sempre busquei por algo que nunca pude ter e, talvez por isso, eu me esforce tanto em dar. Acredito, infelizmente, que o meu máximo não seja o que há de melhor, ou algo tão valioso assim per se. Se tem algum valor é apenas pela amizade, por um companherismo idealizado e muitas vezes inexistente. Pensar nisso todos os dias é dolorido, contudo, e prefiro me ausentar. Ultimamente até em pessoa tenho me ausentado, e me reprimo por isso, mas é de novo aquela sensação de ter sido consumida completamente; estou vazia e sem sentido, e ainda assim obrigada a dar.

Acho que todos acabam um dia estando nesse local e momento que estou, e lidam de forma diferente. Alguns amam tanto que isso preenche as lacunas. Outros dão mentiras e falsas palavras apenas para acobertar seus vazios. Alguns cessam de dar e desistem, indo consumir mais ou então indo para lugares em que lhes pedirão outras coisas, pensamentos mais simples, ações mais rudimentares. É um jeito. Nenhum é o meu jeito e não sei onde encontrá-lo.

No fim creio que tudo gira em torno da solidão da vida adulta. Aquele momento que - enfim! - percebe-se só, único e isolado ser em uma selva de pessoas desconectadas. Demora um tempo para os laços irem se quebrando, mas eles vão e um belo dia nos encontramos nesse vasto deserto que é a vida. Nesse momento nada acalenta mais, nada preenche, nada mais completa o nada. Luto, e tento me agarrar a sentimentos que basicamente não existem, mas são forjados por mim mesma para fingir que ainda existe solução para esse estar só. Refletindo assim, nesse momento de distanciamento, sei que são apenas mentiras, contos de fada que inventamos para usar de muletas e continuar caminhando, ainda que cambaleantes. Que outra coisa nos impede de cair? Que outros artifícios ou que outras verdades que ainda não descobri? Existem? São essas questões que me acordam e que me fazem dormir todos os dias.

O aprender a ser só dói.


Não, esse blog não morreu.
A questão é que estou seca.
Estou seca, oca e desmotivada.
Estou sem inspiração para seguir adiante.
Estou sem música dentro de mim.
Estou sem arte.
Estou sem vontade e com tristeza em excesso.
Estou manca e dolorida.
Muita dor.
Estou com medo e nariz entupido.
Estou cansada.
Estou sem palavras.
Estou sem o sexo que gostaria e sem amor pra dar.
Estou sobrevivendo e rezando para acabar logo.
Estou sem vida.
Estou violenta e ressentida.
Estou silenciosa e absorta em minhas loucuras.
Estou presa a um sonho que não existe.
Estou sem futuro e sem presente.
Estou delirando e arrependida.
Sempre estive.
Estou morta.


A vida dos que querem agradar é muito pesada. Passar os dias se dando, se doando, se entregando e receber tão pouco. Às vezes menos que o mínimo. Ficar vazia, sem esperança, sem sentimento para poder continuar dando. Sofrer por dar demais e por não poder dar mais nada. Só sofrer, sem lágrimas, sem energia para brigar, viver sem nada. Esse vazio pantanoso, que drena até o ódio, come tudo que restou, mesmo que o restante seja menor que o vazio.


O fim de uma fase. Não como esperei inicialmente, contudo. Foi preciso bastante reflexão e coragem para admitir o fracasso em algo que apostei com tanta intensidade, mas no fim não houve outro caminho. Atravessei esse caminho e provei na pele que meus preconceitos não eram coisas da minha cabeça, que são sim a realidade.

Há uma pressão pelos títulos, claro. Muito grande até, maior do que deveria, mas de que adianta um título vazio de significado? Pra mim então, estudante e produtora (ou manipuladora) dos significados? Enfim. A questão é que não vou defender e me impor uma coisa que pra mim nada diz e que se provou um caminho errado. Pode ser que essa escolha vá me prejudicar no futuro. Pode ser que eu colha ainda muitos frutos podres por essa decisão, mas não quero me conformar. Em dias que temos que nos conformar com tudo, trabalho, família, amigos, amores... pelo menos com o que depende unicamente de mim não vou aceitar o errado - o que não concordo.

O que vem de agora em diante não sei. Sei apenas que o que foi ontem não é mais.



Para vender uma boa idéia, você não precisa de uma grande apresentação. Não precisa de milhares de reais em um super vídeo. Não precisa de 10 mockups inovadores. Não precisa de megalomania.

Para vender uma boa idéia, você apenas precisa DA BOA IDÉIA.

É o tipo de coisa que não cai do céu. Ela vem de esforço, dedicação, tempo e boa vontade. O mágico é que para vender a boa idéia, não precisa de muito esforço. Ela naturalmente te dá argumentos para a apresentação, seja ela texto ou visual.

Paremos então de gastar infinitos tempos e infinitos dinheiros com MAQUIAGEM, com keynotes BOMBÁSTICAS, com futilidades para MASCARAR o trabalho mal feito (por falta de processo, pensar, cuidar, amar) e comecemos então a deixar as pessoas trabalharem no que realmente importa:

boas idéias.


É impossível ser totalmente feliz em dia útil. Por melhores que sejam esses dias, estou sempre usando os sapatos dois números menores (como os sábios emails da amiga Paula). E daí, no fim de semana... essa ilha de oportunidades cercada de dias úteis por todos os lados... só existe o vazio.
Impotente, o melhor é manter a calma e ir logo calçar minhas sandálias sapatilhas.


Nos últimos tempos em geral tenho escrito muito sobre as angústias e tristezas que estão tão presentes na minha vida.

Hoje vou sair um pouco dessa tônica triste. Acordei feliz, animada e muito apaixonada. Quero deixar registrado esse momento de alegria para que no futuro eu possa recorrer a ele, e lembrar que ainda existem sorrisos para mim.

Viver a felicidade apesar do sofrimento.
Viver o sofrimento apesar da felicidade.

Um balanço que eu almejo encontrar na vida.


O meu mundo era muito grande e dava espaço a todos que queriam participar.
A voz das conversas era alta, o ruido sempre presente, as cores brilhantes.
Eu nunca excluí ninguém, mas também nunca prendi: eram livres para entrar ou sair.
Só que nessa bagunça eu não consguia mais me encontrar. Entre livros, móveis e poeira: onde eu estava?
Então deixei tudo encolher, esvaziar como um balão de gás que está cansado de sempre subir.
Deixei as vozes calarem. As conversas se restringirem apenas às necessárias.
As cores diminuiram, o silêncio cresceu como uma onda de calor no verão.
Aos poucos me vi envolta por fragmentos de uma era anterior, e esses fragmentos que não se dissolveram com o tempo encontraram espaço para crescer e se tornarem novas formas. Formas plenas, conscientes, sólidas.
O mundo diminuiu um bocado, é verdade. Mas todo aquele sobrepeso que eu carregava agora se foi.
Me sinto leve.


Eu gostaria que fosse uma regra geral, mas isso que estava matutando no post abaixo não se aplica a todas as pessoas.

Ainda assim, há uma grande gama de gente que simplesmente desaparece assim que você se desapega. É difícil perceber isso porque desapego dói. Dá uma sensação de perda e solidão tamanha que a gente desiste no meio do processo e volta a se apegar de novo.

Contudo, se a coragem for grande para ir até o final, a gente percebe que a maioria das pessoas se vai, assim suave como uma brisa passageira. Eis que então você ganha um tempo livre na ausência de tantos fantasmas e fica pensando se não era uma ilusão a existência anterior dessa gente. Sim, porque dado que os vínculos se quebraram, os acontecimentos anteriores se parecem frágeis como névoa. E dissipam.

Eu sei que vivo a solidão de uma forma muito intensa. Dificilmente fujo das suas garras ou evito seu olhar. E o desapego das pessoas só agrava essa situação. Só que cheguei a conclusão que - para mim - sofrer pela ausência de abraços é mais digno e suave que sofrer por abraços frios. Então a escolha de exercitar o desapego.

Mas sou amadora ainda. Quanto maior a dor sofrida, mais difícil o desapego é...


Sobre sonhos e idade

Quando jovens - e sim, eu ainda apesar dos cabelos brancos estou com um pé lá - cultivamos diversos sonhos, que nada mais são que nossas aspirações e desejos para o resto de nossas vidas. Ainda que pequenos, frágeis ou simples, são motorzinhos que não nos deixam perder a esperança e lutar contra as desventuras na espera de um dia provar desse cálice doce dos sonhos realizados.

Só que com o peso do dia-a-dia, da realidade, das contas a pagar e o pouco dinheiro a receber no fim do mês, esses lindos devaneios de uma vida mais florida vão se tornando mais e mais longínquos. Sinceramente, acho que para todos chega aquela parte da vida em que "caímos na real" da nossa falta de talento, vontade, garra, empreendedorismo ou qualquer outra dessas coisas bonitas que gostam de ler nos currículos. Nesse momento, encaixotamos nossos sonhos e guiamos a vida pela luz guia das realizações práticas da rotina.

É basicamente aí que as coisas que pareciam uma prostituição na juventude sonhadora se tornam nada além de meios eficazes de sobrevivência. É quando você decide que não, não vai ser aquele destaque que um dia sonhou mas que ao menos vai ter uma vida mínimamente confortável e encontrar a felicidade ao assistir a novela na sua TV de LED. Ou jogar o videogame de última geração para esquecer o dia massacrante dos sem-sonho, mas que no fim é menos triste que o nunca-alcançar dos sonhadores.

Digo que o respiro final da juventude é quando nosso romantismo em relação a vida dá o último suspiro.

Se pudesse, escolheria a eutanásia.


Assumo: eu sou muito influenciada pelo meio. Ainda mais quando o meio me prega surpresas boas, faz um afago, me lembra que tem algo bom em viver.

Acho que o que faz o dia-após-o-outro se tornar suportável é apenas isso: a possibilidade de nos vermos em situações não planejadas. Nada é mais irritante e tedioso que a falta de surpresas (sejam boas ou ruins).

Achei que ia ser só mais uma conversa triste, mas não. Se desdobrou em mil pedaços, um cheirinho bom de lembrança, carinhos em forma de detalhes. Muito mais do que eu esperava, muito mais do que merece alguém que não espera nada.

Curar, não cura, mas me fez esquecer (ainda que por alguns momentos) daquela minha dor.



E daí então que nessa tarde lazy lazy de domingo eu estou na internet praticando um dos meus esportes preferidos: stalkear ler blogs de pessoas que eu não conheço.

Na boa, eu tenho blog mas sempre odiei 95% dos blogs. Tipo a maioria é muito ruim, umas coisas idiotas e sem graças e mal escritas. Se você tem um blog idiota sem graça e mal escrito como o meu mantenha ele escondidinho sob o tapete e não mostre a ninguém.

Eis que de vez em tanto, nas minhas andanças internéticas, acho um blog bacaninha. Entenda por blog bacaninha algum que tem pelo menos dois ou três posts simpáticos e divertidinhos sobre a vida na página inicial. Nada de blog sobre coisas sérias, please, eu gosto mesmo é de diarinho.

E então que no blog dela eu achei um post super legal que me permitirei copiar e modificar/adicionar coisas que eu acho pertinente. Se vocês querem ver o post original leiam no blog dela porque eu vou deliberadamente mudar o texto. Mas talvez nem mude tanto assim (ou não).

Horóscopo

Áries

A única qualidade da qual eu me lembro de um ariano é que são bons de cama. Geralmente são grossos, estúpidos e indelicados, e chamam isso de "sinceridade". Meu cu. Daí se arrependem e vêm pedir desculpas depois por ter feito merda com você. Já tive (e tenho) amigas e amigos arianos e já briguei com eles diversas vezes. São teimosos, inconvenientes e incomodam muita gente.
Adolf Hitler foi ariano.

Gêmeos

Falsos. Traíras. Duas caras. Não adianta dizer que não é a verdade - é a verdade sim senhor. E falo com conhecimento de causa porque meu ascendente é Gêmeos e assumo cada pedacinho desse fardo.
Dessa maneira digo que AMO os geminianos de paixão. São o complemento ideal para um escorpiano - faladeiros, estabanados, soltos. São inteligentes, mas nunca fazem pose de intelectual. O povo fala mal, mas eu adoro o signo e adoro ter meu ascendente geminiano. Grandes amigos são de gêmeos e é por isso que a gente se dá tão bem.
Marília Gabriela e meu ascendente são geminianos.

Touro

Touro é tipo assim meu oposto. Todo escorpiano que queira evoluir na vida (espiritualmente, claro) deve ter alguma relação próxima com um taurino. Eles são corretos, sensatos, MUITO pé no chão, planejam tudo muito direitinho - com eles não tem erro. Um taurino nunca vai chegar no fim do mês e descobrir que faltou dinheiro pra pagar a conta de luz. Impulsividade é tão desconhecida para um taurino que chega até a irritar, mas como falei - é o nodo astral oposto.
Não lembro de ninguém famoso que seja taurino além da minha mãe.

Câncer

São pessoas muito legais ATÉ certo ponto. Quando começam a pesar a mão pra falar da família, ou do namorado, ou daquelas sentimentalidades, putz, aguenta. Sempre se fazem de coitadinhos (até encher o saco), de bonzinhos (até encher muito o saco), mas a coisa não é bem assim. Quando a bomba estoura, aguenta, e quando eles fazem uma merda, mas fazem a merda bem fedida, viu! Do tipo bem pouco confiável, a chance de um canceriano te deixar na mão quando você não servir mais pro joguinho dele é grande.
Dado Dolabella é canceriano.

Leão

Se acham. Conheci poucas pessoas de leão até hoje, mas das poucas que conheci, todas se achavam. Simpáticos, extrovertidos, bléh. Eu não diria que é um signo nada, pois realmente eles têm aquele tal do brilho especial e muitas pessoas que admiro no mundo da música/arte/moda são nativas desse signo. Mas, sabe quando tanto faz, tanto fez? então.
Cristiana Guerra é leonina, assim como Tarja Turunen, Bruce Dickison, Andi Deris, Michael Jackson, Madonna, e muita, muita gente famosa.

Virgem

Ai, chatinhos. E o pior é que se orgulham de serem chatinhos. Metódicos, obssessivos, hipocondríacos, higiênicos, céticos, minimalistas, ugh. Eles discutem por qualquer coisa, manipulam e se acham os donos da verdade. Tem pouca gente que consegue ser mais chata e insuportável que um virginiano. Infelizmente, eu tive atrações fortes por esse signo por muito tempo (eu sou meio maso), mas agora aprendi. Quer dizer,
Paulo Coelho, meu pai e muitos inimigos meus são virginianos.

Libra

Sempre amei esse signo. Dizem por aí que escorpião e libra não se batem mas é intriga da oposição. Librianos são justos, benevolentes, equilibrados, elegantes. Vista-se bem ou faça algo bonitinho que eles vão te amar pro resto da vida. Não é à toa que o símbolo é uma balança. São igualitários, democráticos, bonzinhos, ai. Totalmente AMOR. Tudo que um escorpiano gosta.
Minha melhor amiga é libriana.

Escorpião

Então né. Suspeita pra falar [2]. Podem tanto ser pessoas geniais, engraçadas, misteriosas e tal como também ser completamente constrangedoras, de causar vergonha alheia nacional. Meu namorado também é escorpiano, véi [2]. De tão obcecada que eu sou com meu signo, rá! Todo escorpiano gosta de falar de sexo, morte, ciências ocultas e babaquices em geral. Somos tarados, maldosos, maníacos e perturbadores.
Eu sou escorpiana. Meu namorado, Luciana Gimenez, Bill Gates e Pelé também são nativos deste signo.

Sagitário

Ô signozinho que eu detesto. Infantis, bobocas, sarcásticos, piadistas, bisonhentos, irritantes. Aaaii. Desculpa aê mas é verdade.
Théo Becker, Mayra Dias Gomes e Max são sagitarianos.

Capricórnio

Ó segue o que a menina disse. Mas acho que pra mim é tipo touro pra ela, nem conheço então não posso falar. Tô nem aí.
Interesseiros. Hahaha. Junto com os geminianos, são os mais inteligentes. São sériões, não tão pra brinks. Mas são legais. Apesar de eu ter um certo medo deles, sabe. São talentosos no geral, mas o talento deles provém de seu esforço. São muito trabaiadores.
Selton Melo e Rita Lee são capricornianos.

Aquário

Olha que eu não sou chegada em aquariano não. Tipo, são super liberais e prafrentex mesmo, mas ain.. são meio avoados demais pro meu gosto sabe? E cabeça duras. AH COMO SAO TEIMOSOS !
Diego Alemão e Ana Carolina são aquarianos.

Peixes

Gosto muito de piscianos porque são o lado bom dos virginianos. Tipo imagine um virginiano sem a chatice infernal e adicione um humor muito gostoso e você tem um pisciano. ADORO.
Meu amigo Ricardo é pisciano.


Tem uma música que eu gosto muito que é a Amor e Sexo da Rita Lee. Não que eu goste de Rita Lee. E pior, não que eu tenha reparado muito na letra também.
Contudo, nessa fase confusa de mi vida, acabei parando pra prestar atenção no que a moça cantava e fiquei refletindo sobre essas duas entidades tão marcantes, presentes e que já me provocaram muitas e diferentes emoções.

E vi que concordo (ou não) com algumas coisas...

Amor é um livro
Sexo é esporte


É, não que eu não seja chegada numa literatura erótica, mas não há como negar essa estrofe.

Sexo é escolha
Amor é sorte


Para que eu quero descer ! Olha, amor que é escolha - aliás uma escolha que você tem que fazer todos os dias senão azeda. E sexo, ah!, pura sorte. Loteria-mega-sena.

Amor é pensamento, teorema

E HAJA teorema nessa história. Pra depois ver que na prática e fora das condições normais de temperatura e pressão todas as regras vão por água abaixo.

Amor é novela
Sexo é cinema


Ó, essa fiquei pensando um tempão. E acho que na verdade é o inverso. Amor é a vibração da tela grande, o roteiro épico, as venturas e desventuras.
Sexo é que é a diversão do fim de noite, muitas vezes com um roteiro pra lá de estranho...

Sexo é imaginação, fantasia

U-hu. Desce as algemas que concordo.

Amor é prosa
Sexo é poesia


Naaaaaaaaaaaada. Amor é totalmente verso e inversão sintática. Agora sexo é muito prosa (não só porque deixa a gente 'toda prosa' haha), afinal prestenção: tem começo, meio e fim. Bem roteirinho.

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos


Perfeito, Rita.

Amor é cristão
Sexo é pagão


Me abstenho dessa por motivos religiosos.

Amor é latifúndio
Sexo é invasão


É uma verdade. Apesar da minha alma ser de uma sem-terra pronta pra acabar com esses latifundiários egoístas do amor. Mas vamos mudando, né ?

Amor é divino
Sexo é animal


Válido, mas um amor muito intenso pode ser animalesco enquanto sexo com AQUELE cara da sua vida pode ascender uma pessoa aos céus.

Amor é bossa nova
Sexo é carnaval


Sem dúvida.

Amor é para sempre
Sexo também


Acho que sexo é menos para sempre que o para sempre do amor

Sexo é do bom
Amor é do bem


Olha que amor 'do mal' é o que mais tem na praça hoje em dia. Te cuida, mulherada, isso é história pra inglês ver.

Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade


Meu lema de vida.

Amor é um
Sexo é dois


E COMO amor é um... só um. Totalmente unilateral.

Sexo antes
Amor depois


Nunca prefira o inverso. Assim, só pra garantir.

Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora


Lindo, né ? Demora, por favor, demora...



A vida está sempre nos ensinando alguma coisa. Na maior parte das vezes é um aprendizado dolorido e custoso, graças a nossa eterna vontade de não querer aprender ou mudar conceitos nos quais acreditamos como verdades absolutas.
Verdades absolutas não existem.
É tão mais fácil ignorar os fatos... só que isso não propicia nenhuma evolução. Não ajuda com que nossas crenças sejam colocadas a prova, para ver se elas sobrevivem a realidade ou se são apenas devaneios.
Muitas das minhas crenças eu aprendi que eram apenas utopias de alguém que buscava um ideal que não existe. Bem ou mal, foi graças à vida; apesar das dores, sobrevivi - aprendi.
E então, como um golpe final, um dos meus principais pilares ruiu e caiu por terra. É como um choque. Um baque, uma mudança drástica, cuspiram na minha cara todos os meus julgamentos frágeis e errados.
Acredito que cresci.
Hoje sou melhor que ontem.


Estava eu hoje a ler o blog novo da minha amiga Paula - entre outros blogs - e me bateu aquela vontadinha de escrever também. Acho que blogs despertam meus momentos de maria-vai-com-as-outras hehe.

Sei que daí no meio dessa vontade, que chegou ao mesmo tempo da total falta de assunto que eu queira colocar na web interessante, comecei a fazer minha ronda de leituras dominicais.

Nessas, uma frase que li no meu email chamou de cara a atenção: "jogo pronto nem sempre é sinal de vitória". Putz, até tremi. Acho que nos últimos anos (ou seria melhor dizer nas últimas rodadas ?) isso foi uma coisa que eu vivenciei bastante. Ter jogos bons que caíram por terra, ou esperar uma carta para 'bater' e ela nunca vir, ou ainda ter um GRANDE ÁS na manga e decidir por não usar.

Acho que de todas essa última foi a mais... foda. Com o perdão da palavra.

Enfim, o que pega nessas estratégias de jogo que vamos fazendo uma após a outra é que, não importa se a mão está boa ou ruim, o que interessa é ganhar. E nessa bitolação de ganhar às vezes nos cegamos para o próprio jogo, deixando passar grandes oportunidades por simplesmente estarmos 'focados' demais no que previamente decidimos ao olhar as primeiras cartas.

Acho que esse acaba sendo o maior erro. Ao longo da rodada temos medo de desmantelar o jogo e tentar uma nova abordagem, partir para uma outra estratégia. Embora no carteado de verdade (sou uma hábil jogadora de Tranca - me chamem de vó) eu tenha aprendido muito bem a reestruturar toda a mão a cada mudança na mesa, na vida real é bem mais difícil. E essa tem sido minha missão do 'autoconhecimento' (outro texto) agora. Montar um jogo do nada, aberta às cartas que vierem ainda que aparentemente não combinem de cara. Reestruturar a mão a cada nova carta comprada do monte, sem pressa de saber qual será o resultado final, mesmo porque não é nos primeiros 2 minutos que o jogo vai fazer sentido. Como li, é "uma carta inesperada que até pode nos surpreender trazendo a vitória"...


Truco !


encontrei o meu sentir.

é ameaçador demais aqueles que fazem pensar. o governo cala, a sociedade reprime, as pessoas afastam.
é como estar em uma sala com um cachorro grande e bravo. o medo cega e emburrece as atitudes. quando estive numa situação assim, com a leveza de uma criança eu me aproximei de coração aberto e o cachorro se tornou meu melhor amigo.
assim é com aqueles que fazem pensar, o único jeito de se tornar amigo é com o coração aberto e despido do pavor burro.

só deve temer aqueles que se beneficiam da ignorância.


Alguns percebem que eu mudei.

Outros procuram uma Vivian em mim que não existe mais.

É fato: as coisas que buscava já tive. O que sonhei foi realizado. Sentimentos vividos.
Numa turbulência desesperada, adiantei vários passos do tempo, corri a vida. Por causa disso cheguei num ponto vazio: tive que reformular meu viver.

Já não é a primeira vez, tenho experiência nisso, mas é sempre a mesma coisa: não percebem. Pessoas insistem na receita antiga, tentando acessar pensamentos que não existem mais.

Eu sou muito exigente. Sempre fui, mas era sobre mim a cobrança.

Mudou: agora cobro você. E não tenho pressa em receber não, mas de graça a única coisa que verá é a porta fechada.


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