Das coisas que aprendi:
- Não se esforce muito
- Aguarde
- Não reclame
Resultado: uma vida com menos gente falsa
Hoje vivo isso na plenitude e, ao menos nesse aspecto, não poderia estar mais feliz
Nesse turbilhão de emoções algumas pessoas vão ficando desgovernadas. E assim, errantes, acabam por baterem sua vida na vida dos outros. Acidentes tristes, difíceis, que ferem mais do que quem está de fora pode imaginar. Algumas trombam sem querer, outras cometem reais atentados, mas em comum todas estragam dias inteiros que estavam apenas tentando acabar em paz.
O tempo passa rápido. E então vejo que ninguém ganha ou perde, apenas mudamos de posições, trocamos os caminhos, invertemos os papéis. Sempre fica uma angústia guardada do que podia ser diferente, claro. Sempre fica uma dor latente das amizades perdidas e dos amores incompletos, mas o que podemos fazer depois que tudo se torna passado?
A própria vontade do não-gostar acaba ficando pequena e simples. Não vale a pena. Não vale a pena pensar. Penar. Por mais que exista ainda um certo rancor, ou uma certa mágoa - uma certa falta de vontade - nada vale mais a pena, pois os desafios são outros e as questões do presente ainda mais doloridas.
Estou à disposição do destino.
Não existe nenhuma foto. Nenhum registro, nenhuma comemoração. Não houve uma celebração e tampouco eu pedi, pois nada eu peço. Segundo minha própria lógica é como se não houvesse existido, um esforço sem valor, um amor não correspondido e para sempre enterrado.
Me esforço para ignorar e relevar esses rancores, mas a sensação de que todas as minhas chances passaram é deveras triste.
E isso nem vou considerar as mentiras que tenho tive que engolir.
Working alone is a temptation for many desperate software developers who feel trapped, surrounded by incompetence and mismanagement in the desert of the real. Working alone means complete control over a software project, wielding ultimate power over every decision. But working on a software project all by yourself, instead of being empowering, is paradoxically debilitating. It's a shifting mirage that offers the tantalizing promise of relief, while somehow leaving you thirstier and weaker than you started.
Em dias como hoje a minha vontade é me matar. Me destruir. Me enfiar com a cabeça em um sedativo forte, que me faça esquecer a dor que é a vida. Uma simples palavra basta para tornar tudo negro e péssimo. E expectativa mata. A esperança do bom, e receber novamente, gratuitamente, erroneamente, um ruim. E estar lutando. E tudo acontecer pelo seu suor. E ainda assim o ruim. O mal. O veneno. Queria ter a coragem pura e simples de fazer tudo isso acabar, de vez, sem volta, sem mais vida.
Sigo com o mesmo sentimento de estar vivendo em vão. Procuro em outras pessoas uma luz para meus dilemas particulares e acabo envolta apenas pelo meu próprio fracasso. É isso o que mais me incomoda, saber que todas as coisas em que acreditei e que poderiam ter dado frutos estão agora apodrecendo. Sinto esse cheiro azedo a minha volta e sinceramente nada posso fazer além de lamentar (que eu faço aqui com muito gosto).
Me inspira um pouco ver os que tiveram sucesso na busca que um dia foi minha. Ao mesmo tempo sei que o tempo que perdi não volta e não sinto que há chances de um novo começar - ou tempo para isso.
Não sei o que fazer ou pensar. Fracasso, fracasso, fracasso...
Essa angústia profunda me faz querer sumir. Assim, sem deixar rastro.
Então que estou oficialmente de férias. Pela primeira vez em, sei lá, umas 4 ou 5 férias não vou viajar nem tenho nenhum plano concreto que ultrapasse os 50km ou 200 reais. A idéia era e continua sendo tirar um tempo para pensar, organizar a casa, tentar organizar as finanças e resolver todos aqueles problemas e pesares que eu tenho enrolado nos últimos bons meses. Pra não dizer mais de ano.
Essa é a questão maior do lance de férias sem viagem (e portanto sem fuga da realidade): parar de barrigar deciões e atitudes que a preguiça ou o excesso de coisa mais legal pra fazer me faz pensar "ah, depois eu vejo isso".
Bem, o depois é agora. Principalmente depois das recentes conversas que tive e do vislumbre de um futuro muito negro para os encalhados na vida como eu.
ps.: mas que saudade eu estou de um aeroporto...
Poucas vezes me senti tão exausta na minha vida. Cansada dos lugares, das coisas, da comida, dos sentimentos e das pessoas. Não tenho vontade de te ligar, de sair de casa, de liderar idéias, de criar ou fazer coisa que o valha. Minhas costas doem, meus dedos reclamam e meu cérebro mandou avisar que saiu e não volta mais.
Eu tenho alguns problemas graves com planos de médio e longo prazo. Seja o motivo financeiro, emocional ou intelectual, não importa: minha incapacidade de pensar e planejar direito é total e indissolúvel.
Aí que então eu perco um pouco a noção do tempo. Do tipo: vou viajar no 9 de julho, mas até HOJE essa data parecia tão tão longe que eu não conseguia pensar nela ou me planejar para ela. Eis que virou o mês e a famosa 'água bateu na bunda': é a semana que vem, meu ! Falta 7 dias, ferrou tudo !
Pior que quando planejei essa pequena 'fuga' para a linda e deliciosa Gramado a minha vida estava no pleno marasmo. Não que eu não estivesse com meus afazeres ou que o trabalho estivesse parado - muito pelo contrário - mas estava tudo 'dentro do cronograma' (não só no sentido empresarial).
Bem, obviamente não estaria escrevendo esse post-desabafo se as coisas ainda estivessem assim. Mudou tudo, estou num momento de pressão absurda, coisas pipocando por todos os lados, chefe com decisões repentinas pra ontem, todo mundo com 'urgência' nos seus pedidos fora de hora e - para coroar - um projeto da putaqueopariu que foi vendido/planejado/sei-la-o-que-se-passa-na-cabeça num prazo idiota. E que obviamente está sendo impossível focar principalmente por causa das N interrupções fora de hora.
Ou seja, nesse momento lindo de medeus que eu gostaria de estar apenas mandando lavar meus casacos a seco, NÃO, estou na maior lascada porque o mundo não me ama as pessoas só fazem cagada tudo muda numa velocidade incrível e com planejamento 0.
Resultado de toda essa bagunça é que estou uma pilha de nelvo. Do tipo encostou leva choque (mal aê). Boooooooooooooooode (nah). E quando entro no bode, em vez de isso ter uma consequencia positiva (me focar mais pras coisas darem certo), tem uma consequencia negativa (ficar pensando bobagem pro tempo passar e mandar o mundo a merda).
Sei que eu gosto de ser uma pessoa positiva e, como falei até essa semana, uma pessoa que 'mata no peito' mas, sinceramente, tô de saco cheio. Tava tão bom como tava sabe. Pra que mudar. Que ódio. Queria bater em alguém até passar a raiva.
Enfim. #prontofalei