então tá, meu bem!
Hoje estou calma e feliz. Tenho a sensação que o mundo parou por causa do feriado, de forma que é como se as ansiedades e desesperanças não precisassem mais existir.
O tempo está congelado e as reclamações inexistem - ou ao menos não me comovem. Não há verdades ou decepções nesse mundo ilusório e passageiro que vivo nesses dias de tranquilidade.
Podia continuar assim.
Depois da primeira semana coberta se saudosismo das férias e marasmo de volta ao trabalho, finalmente sinto o ano começando.
Novos planos se fazem concretos, os antigos recebem novo ânimo e a esperança de bons dias reaparece.
Claro que os problemas também batem novamente à porta e a lembrança das coisas ruins deixa de ser memória para virar presente: é a vida.
Como boa boboca que sou, vou ignorar temporariamente os problemas para me dedicar ao alongamento das panturrilhas.
fui !
Ando pensando demais no passado e no futuro. O presente é muito chato de viver, cansei dessa coisa velha de carpe diem. O passado é bom e quentinho porque não nos aguardam surpresas ou decepções. O que tinha de ser já foi e não vai mudar. Já o futuro são todas as nossas expectativas, encaixotadas num pacote de sonhos que tem muitas chances de não se realizar, mas que é tão bonito que não há como deixar de admirar.
Sim, me sinto presa entre esses dois lados da corrente. Não sei exatamente para onde olhar ou o que fazer, além de aproveitar cada sabor dessas duas entidades muito interessantes.
As vezes passam os dias e penso o que estou fazendo da vida. Confesso que não sei. Quanto mais perto acho que estou de decifrar a charada, maiores os desafios e mais difíceis as perguntas que me são colocadas.
Se vou ir para a próxima fase só o futuro dirá.

2009 foi um ano bizarro pra mim. Não da pra colocar em um post-retrospectiva tudo que eu vivi ou senti.
Mais do que isso, não gostaria de colocar em palavras. Primeiro porque não quero eternizar as dores (grandes) e as mágoas (maiores ainda). Um ano de duras perdas. E penas.
Segundo porque também não quero cristalizar as alegrias, ou deixar-las registradas como se fossem passado. Prefiro mantê-las intocadas como um presente contínuo, que ainda está muito vibrante para que possa ser descrito.
E que assim seja. Em 2010 voltamos à programação normal desse blog.