Post diarinho.
Então que hoje estou eu me esfalfando na aula de violino pra tentar fazer alguma coisa decente. Meu feedback: "então, só precisa trabalhar um pouco mais a interpretação. ouve o Itzhak Perlman e tenta fazer igual"

Segue vídeo referência:


foi o momento mais senta lá claudia da minha vida, certeza.



Violino, semana 3 (porque dias eu ia ficar louca contando)

Confesso que fiquei animada com os resultados que estou obtendo. Essa semana estou começando a colocar a mão esquerda e para mim é o momento fatal de perceber se vou continuar nessa jornada ou não.
Acho que de tanto falarem ou da minha própria devoção antiga a esse instrumentinho que finalmente estou aprendendo, sempre achei quase uma questão de magia negra como as pessoas conseguiam produzir notas afinadas nesse artefato misterioso.
Aprendi, ainda na escola, a lei que diz que um segmento de reta tem infinitos pontos. Ora, e como então eu vou apertar a corda no EXATO ponto que trasforme um ré em um mi ?? Isso era quase como uma missão impossível.
Eis que estou aqui, agora, nessa fase do processo. Como já sou macaca velha de ler partituras, não estou perdendo 0 tempo da minha aula com tal aprendizado, de modo que o foco total tem sido tocar. E também por causa de já pular direto em linhas e linhas de notas para ler, perdi totalmente a "chance" de poder olhar para o violino enquanto toco. Desafio ? Sim, mas interessante.
Assim, hoje treinando e estudando exercícios com a famigerada nota mi, senti uma inexplicável facilidade em encontrar a nota no meu segmento de reta. Claro que pode ser coisa da minha cabeça, vou ter que esperar a próxima aula para ter certeza. Mas enfim, realmente estou achando que meus 15 anos de música não vão me decepcionar.



ps.: só para eu me lembrar daqui uns meses como eu tenho classe na hora de manter meu blog pessoal atualizado mesmo sem querer absolutamente tocar nos assuntos doídos da minha vida pessoal. posts sobre violino rulez.


Violino, dia 3

Poes é, poes é, mais um dia de treino, prática e pensamentos acerca da minha nova dedicação. O divertido desse começo é aquela sensação de "será que estou fazendo direito", ou o "é assim mesmo". Dá vontade de ter aula todo dia, para contar com uma supervisão mais de perto.

Ainda não me acostumei totalmente com instrumentos que desafinam. Tecladista de longa data, aqui me sinto criança de 8 anos novamente. Com a diferença que por mais que vc bata num teclado, o máximo que você consegue fazer de desafinação é tocar acordes errados. Totalmente diferente do violino, no qual dá aquela sensação de SEMPRE estar fora da nota.

Tenho uns excercícios com o arco meio mala de fazerem, mas ainda estou na fase de me divertir com isso. Notei que tenho uma certa facilidade de "tocar" (sempre entre aspas, pq TOCAR mesmo eu ainda não toco) sem olhar para o instrumento - não por causa de ouvido musical, mas sim porque tenho ótima memória corporal. Repetir movimentos sem muita variação é uma das minhas artes dignas de Nikita, o que também me garantiu um "parabéns" da moça que me avaliou no exame psicotécnico.

Lembrei nesses dias de treino também minha famigerada ansiosidade em adiantar um pouquinho o tempo das notas. Nunca fui muito boa em contar exatamente o tempo, ah! minha antiga professora de música que o diga. Acabo ficando muito mais ligada em "sentir" o tempo que contar e já que sou ansiosa nata (como já disse) acabo comendo quase sempre o finzinho das notas.
Bem, perceber isso já é um começo, né.

Por sorte não tenho tido dores ainda. Quer dizer, sábado eu toquei uma hora e meia consecutiva e minha palma direita ficou em semi-frangalhos por meia hora, mas acho que está dentro do esperado. Lembro que quando eu tocava assiduamente teclado meu pulso era zoado (apesar de eu nunca ter tido tendinite). Que dores irão me assolar nesse meu novo caminho musical ?


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